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Criar cães saudáveis
e com o temperamento certo custa caro, mas vale o esforço.
O acasalamento com um macho bom custa pelo menos tanto quanto um filhote. A
cadela necessita, durante o tempo de gestação, de muitos cuidados
e ração especial, além de visitas ao veterinário.
Os filhotes precisam de uma ração boa, vacinas, remédios
contra vermes e muitos cuidados. Pagando ainda a anuidade do clube, registros
e as viagens da cadela para as exposições, não resta lucro
com a venda dos filhotes. Menos ainda, se queremos vender os filhotes na idade
certa, com pelo menos dez a doze semanas de vida. Falar em vender: Sabemos,
quem vai comprar os filhotes? Eles terão todo o cuidado no novo lar?
O que vamos fazer com filhotes que não acham um comprador?
Nossa família nunca quis criar
cães enquanto existem animais na rua doentes, maltratados e famintos.
Mesmo assim quase sempre temos filhotes em casa. De vez em quando uma cadela
da rua dá a luz a lindos filhotes. Oferecemos os cães mais tarde,
de graça para pessoas que os cuidam bem. Mas a maioria dos cães
não acha um responsável por não ter uma raça definida.
Muitos responsáveis preferem cães uniformizados, ou seja, de uma
raça.
A cadela precisa de um lugar calmo
e escondido para ganhar os filhotes. Ideal é um lugar redondo, onde os
filhotes não podem deitar nos cantos e a cadela não pode esmagá-los.
Uma caixa de madeira serve também, até uma de papelão.
Colocamos na caixa papel de jornal. Na hora certa, a cadela vai transformar
o papel em pedacinhos. Agora sabemos, nas próximas horas nascerão
os filhotinhos.
Cãozinhos nascem com pêlo,
mas com olhos fechados e as orelhas "coladas", significa, não podem escutar
nem enxergar ainda. A cadela fica geralmente um dia e uma noite junto com os
filhinhos, talvez ela saia e volte em seguida e defenda a cria com unhas e dentes.
Nas primeiras duas semanas os filhotes praticamente só dormem.
Com 10 a 14 dias de idade, eles abrem
os olhos e ouvidos e comecem se movimentar. Eles usam as perninhas, mas a barriga
se arrasta no chão. Nesta idade podem começar a comer. Perguntamos
o nosso veterinário, qual a dieta ideal para eles.
Com quatro semanas de vida eles caminham
com mais firmeza, brigam, mastigam carne e conhecem as pessoas que os tratam.
Eles começam a se retirar do ninho para fazer seus "negócios".
Com seis semanas de vida eles são
cãozinhos gordinhos e irresistíveis. A mamãe não
gosta mais de deixar a turma mamar muito, mas com nossa paciência e carinho,
ela agüenta mais um pouco. Agora os filhotes não mamam mais deitados,
eles se levantam e ficam embaixo da cadela, que por sua vez fica em pé.
Eles comem de tudo, brincam com bolas e trapos, rosnam, brigam e querem explorar
o mundo.
Com oito semanas de idade eles realmente
correm, as orelhas subindo e descendo. Os dentes são afiados e por isso
nós aqui chamamos estes filhotes de "piranhas". Agora eles reconhecem
cada um o seu nome e a mamãe foge deles. Eles ainda descansam todos juntinhos
para se confortar e se consolar. Esta fase traz uma certa incerteza para os
cãozinhos, pois a mamãe deixa o ninho para descansar longe dos
incômodos da filharada. Ainda não chegou a hora de se desfazer
dos filhotinhos, mesmo se eles bagunçam toda a casa, sujam tudo e o latidinho
alto deles incomoda.
Com dez semanas de vida a turma está
bastante autoconfiante. Podemos ver muito bem quem manda no bando e quem sempre
vem por último. Se achamos pessoas que realmente os tratem bem e os queiram,
podemos entregá-los. Aos que ficam, ensinamos os primeiros comandos "não",
"aqui" e "senta".
Com três meses da vida, eles
apresentam a maioria dos padrões da raça, significa que podemos
imaginar como ele parecerá quando adulto. O pastor alemão com
três meses ainda tem as orelhas caídas e o Afghan não mostra
ainda a beleza de seu pêlo, mas podemos imaginar algo. O filhotinho pode
começar a andar junto. |