|
Fiquei primeiro revoltada quando li que jamais deveríamos
comprar um cão por compaixão. Por que não? O pobre
coitado que sofre com um responsável violento, ou um pequenino doente
- por que não comprar para ajudar? Simples: Podemos aceitar e adotar
um animal que está sofrendo, de graça, e mimar este bichinho.
Mas, no momento em que pagamos para uma pessoa cruel, ela não vai
parar de maltratar animais
Exemplo: Houveram pessoas na Polônia, que recolheram filhotinhos
sem raça na zona rural e levaram para a Alemanha para vendê-los.
Os alemães tiveram pena e compraram. Os filhotes não vendidos
eram jogados no rio, pois isto era mais barato para esses poloneses. Em
vez de cuidar dos filhotes não vendidos durante uma semana, eles procuraram
outros filhotes para a próxima semana. Sabendo o destino dos pobres
coitados, os alemães compraram mais filhotes, os poloneses buscaram
mais filhotes, e mais filhotes morreram afogados.
Um cão de rua ou de um abrigo não precisamos escolher.
Aceitamos um animal destes como um filho. Afinal, nenhuma mãe escolheu o seu filho pela beleza, mas cada uma acha o seu
descendente o mais bonito de todos os tempos, não é?
Mas, se nós queremos pagar um bom dinheirinho por um cão, podemos exigir um bom exemplar.
Numa ninhada de cinco ou oito pestinhas queremos escolher o
bichinho mais adequado para nós. Todos brincam ou brigam, latem, rosnam ou dormem.
Dependendo da raça, todos podem parecer iguais. Como escolher? |
Primeiro descartamos todos do sexo
indesejado e talvez os animais fracos ou doentes. Dos restantes vamos observar um por
um. Em cada ninhada se encontra um "líder" e um que é o último
na hierarquia. O "líder" pode ser o que vem primeiro para nos conhecer.
Ele não nos "escolhe", mas nos avalia! Para uma pessoa inexperiente pode
se tornar uma tarefa difícil educar um "líder". Por outro lado,
um cão de guarda que desde pequeno sempre se submete não terá
coragem de nos defender. Ideal é o exemplar que não é tímido e
nem sem-vergonha.
O criador ideal conhece seus animais
e pode nos ajudar. Ele tem paciência conosco e permite que voltemos outro
dia para escolher melhor. Podemos levar uma bola ou um outro brinquedo e observar
os pequenos. O "líder" logo vai explorar a novidade, o tímido
fica atrás.
Se for possível escolher o cão, escolhemos o
mais saudável, vacinado e desverminado. Os olhos devem ser brilhantes
e sem muco. O nariz deve ser úmido e frio. O cão deve caminhar
sem mancar e não pode ter sarna ou parasitas, como pulgas, carrapatos
ou bernes.
Devemos observar também o comportamento dele. Um cão
agressivo que morde nossas pernas a toda hora pode nos causar tantos transtornos
quanto um cão muito tímido que não sai de baixo da cama.
O ideal é um cãozinho alegre que não mostra medo nem vontade
de atacar. Podemos virar o filhote e observar, como ele se comporta de barriga
para cima. O cão mansinho fica e espera um carinho. O cãozinho
que futuramente vai nos querer dominar, não aceita tal tratamento.
Ele tenta se virar, rosna, morde na mão e fica revoltado. Quem não
tem um pulso firme, cuidado!
|