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 Agressividade contra animais
Existe uma certa etiqueta entre cães.
Cães saudáveis psiquicamente que nunca foram maltratados e foram
criados com responsabilidade, obedecem esta etiqueta. Cães que foram
criados no fundo do quintal sem a escolha certa dos pais, podem
reagir de formas diferentes.
Se já tem um cão
em casa, pode-se trazer um filhote. Cães com um bom comportamento jamais
mordem filhotes. Os filhotes de até três ou quatro meses de idade
têm um cheiro que sinaliza aos adultos "Deixem em paz esse nenê!"
Juntar uma fêmea a um macho ou vice-versa normalmente não é
complicado.
Juntar dois machos adultos ou duas
fêmeas adultas pode exigir muita paciência, principalmente se o
primeiro cão vive há muito tempo como o único na família.
Geralmente apresentamos os cães uns aos outros num terreno neutro, onde nenhum dos dois
deixou sua marca de urina antes (Estas marcas de urina podem transmitir muita
força para o dono das marcas, mais do que uma torcida no futebol!). Inicialmente
podemos deixá-los na guia, sem puxar. Se tudo parecer pacífico
e não houver tráfego ou outros perigos por perto, podemos soltá-los.
Deixamos os cães se apresentarem sem nossa interferência. Podemos
caminhar um pouco.
O encontro de dois machos adultos
segue um certo ritual. Se nenhum dos dois se acha mais fraco, eles vão
se mostrar a "carteira de identidade", isto significa: levantar o rabo e deixar
o outro cheirar. Às vezes os dois levantam o pêlo da nuca, começam
a rosnar, mostram os dentes, andam bem devagar um ao redor do outro e, de repente,
os dois rolam pelo chão com muito barulho. Na presença de um
responsável a batalha barulhenta geralmente se prolonga, às vezes
resultando em arranhões ou machucadinhos pouco graves.
Se um dos dois descobre que ele é mais fraco, ele se deita de costas e mostra
sua garganta para o outro. O vencedor não pode morder mais!!! Isto é uma
lei do instinto. Somente cachorros com probemas instintivos, malcriados, mordem num momento desses, ou então se um dos responsáveis perde o controle!!! Triste é a situação
nas rinhas, onde os cães têm a obrigação de continuar a briga.
No caso de uma briga caseira,
não adianta bater ou gritar. Se for possível, jogue um balde de
água em cima dos guerreiros. Melhor é
pegar os rabos deles (mais uma razão para deixar o rabo do filhote
no seu lugar!) e puxar os animais para fora da batalha. Puxar somente um
dos cães para fora, seria um sinal para o adversário de
que o pobre puxado está fugindo. Um pecado mortal! Um cão
"fugindo" vira presa de todos os outros que irão acabar com
ele.
Briga - qual a finalidade?
Os lobos precisam de uma hierarquia muito rígida para sobreviver. Por isso os
cães reconhecem somente seres vivos mais fortes ou mais fracos, não aceitam
nada no seu próprio grau hierárquico. Cães não aceitam democracia, eles
sabem somente obedecer ou mandar. Para definir quem fica em qual grau,
eles brigam. Pode ser que, depois de uma briga, os poderes se definam.
Mas se os cães ficarem mais ou menos com os mesmos poderes, a briga irá
se repetir inúmeras vezes. Não importa somente a força física, como também
a força psicológica. Um cãozinho de uma palma de mão pode dominar
um cão de 70 kg.
Cães e gatos
Cães e gatos "falam línguas diferentes". Exemplo: O inocente ronrom do
gato pode ser interpretado por um cão como um sinal de que o gato está
rosnando. Cães e gatos podem aprender "línguas estrangeiras". Quanto mais
cedo, mais fácil será. Felinos e caninos, criados juntos quando filhotes,
quase nunca apresentam problemas no convívio. Animais velhos também podem
pelo menos aprender a viver em paz. Entrou um Dogue Alemão bem velho em
nossa casa onde viviam muitos gatos. No primeiro dia, quando ninguém observava,
ele pegou um dos gatos e o feriu gravemente. Sacudi o assassino pela nuca
e o xinguei para valer, nada mais. Dali para frente, os gatos passaram a
brincar em frente à casinha dele. Não podemos chamá-los diretamente
de amigos, mas os felinos não correm mais o risco de ser devorados.
Outros animais
Filhotes ainda não têm
a mínima idéia de que vamos alimentá-los até o fim
da vida. Um lobinho de cinco meses começa a caçar com os velhos
para aprender sua profissão. Um filhote de mais ou menos cinco meses
vai caçar galinhas, patos, ovelhas etc. Com muito orgulho ele vai nos
apresentar o nosso melhor galo da criação, depenado e com o pescoço
quebrado. Agora cuidado! Há pessoas que penduram a vítima no pescoço
do assassino ou batem no cão com a presa. Isto não é castigo,
é vingança cruel! Crueldade não adianta. Mostre para seu
cão que esta ação foi indesejada. Pode-se xingar ou sacudir
o cão se ele ainda estiver com a presa. Nunca se pode deixar a presa
para ele. Isto significaria uma vitória, um motivo para continuar matando.
Os nossos cães tinham assassinado o nosso melhor galo. Peguei o animal morto
e embrulhei o em alguns fios de cobre. Liguei o cobre na cerca eletrificada
com um pulsador. Assim os animais recebem pequenos choques, mas não podem
se machucar. Quando saí de seu campo de visão, os primeiros cães chegaram perto
da presa e pimba! Levaram um susto e perderam o apetite até por galinhas
vivas.
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