Nossa HistóriaDia 15/08/1999 foi fundado o Projeto Pro-Animal. É uma data para parar e pensar. O que foi sonhado para o Projeto Pro-Animal? O que conseguimos? O que planejamos para o futuro? Quais foram os momentos altos e baixos? Quais problemas temos hoje? |
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Tudo começou na minha horta. Quando entraram animais, foi separado mais uma parte com tela, compramos mais casinhas. Logo a horta ficou pequena e mais repartições para fora foram feitos
Foi quase um luxo, quando no canil os caminhos de lajes foram feitos, mas na chuva ainda era necessário, tratar os cães nas casinhas. Lama era entre uma casinha e a outra. Foi muito difícil, não cair com o balde cheio de ração. .Ainda em 1999 o gatil foi construído, por enquanto somente a casa, o solário e os gatilzinhos chegaram em 2000 e 2001. |
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| As casinhas quebraram, entrou água. Em 2003 foi construído o Hotel Canino para arrecadar mais verbas. Hoje ainda temos os canis maiores e os preços mais baixos da região. Conseguimos em 2004 com a ajuda da prefeitura, construir o ambulatório e restou material de construção. | Quando em 2005 a situação nos canis chegou no momento mais insuportável, um senhor de Novo Hamburgo me perguntou, se precisamos de um pedreiro, ele iria o pagar a mão-de-obra dele. Chegou um pedreiro e um ajudante, aliás, não era pedreiro, não entendia muita coisa, trabalhou meio desajeitado e lento, não sabia mexer a massa e menos ainda entendeu de um esquadro, mas as casas dos cães foram levantadas, tortas, mas foram. Cada grupo de cães recebeu um "quarto" de tijolo e um "jardim". Com os corredores o tratamento na chuva ficou perfeito. Hoje, dois anos mais tarde, as casas quebram, o piso está cedendo, os alicerces, feitos rapidinho em duas fileiras - o engenheiro civil quis quatro fileiras! - estão sendo cavados por baixo pelos cavadores. Agora também estão podre as portas do gatil, a cerca de fora deve ser trocada com urgência e algumas portas no canil estão quebradas. Em 2006 foi trocado o telhado do gatil e alguns moirões, mas devemos continuar. Este ano foi reinstalado a parte elétrica e hidráulica no canil. |
| Centenas de animais acharam um lar de passagem aqui durante estes oito anos. Muitos deles foram adotados por famílias extraordinárias. Outros voltaram para cá, não queriam viver numa família mas sim, aqui no canil com os seus amigos. Quero me lembrar em especial estes oitos finais felizes:
1. Tiko foi encontrado na rua, sarnento, feio, faminto. Ele virou um cão lindo e de pêlo sedoso. Ele ficou sempre quietinho. Um dia chegou aqui uma moça querendo um cão. Tiko - na época tinha os canis de 1,2m de altura - pulou sobre a porta do canil dele e sentou em frente da moça. Ela nem olhou bem e disse, que ele é grande demais. Coloquei o Tiko de volta. A moça olhou todos e quis sair, pois não achou o que quis, quando Tiko pulou de novo e agora ele pulou na moça. Ela ficou indeciso. O cão seria para os pais dela que moram numa chácara e queriam um bem pequeno. Meses mais tarde recebi uma foto do Tiko. Ele ainda cresceu mais. De tarde ele busca as vacas do pasto e durante o dia ele cuida que as galinhas não chegam perto da casa. 2. Kunigunde entrou com tumor de Sticker. Ela era muito grande e quando curada ela foi adotada por um senhor com crianças. Um dia ele chegou aqui para nos contar, que a Kunigunde mordeu a sogra dele. Pensei logo, agora ele quer devolver o cão. Mas nada! "Agora jamais vou me separar deste cão!" e agradeceu pelo animal maravilhoso. 3. Jenns era uma cadelinha muito elétrica e nenhum canil era grande suficiente para ela. Foi o final de um sábado chuvoso, tudo era cheio de lama e poças, quando o tratador da época, Luciano, disse "Agora não vai chegar mais visita, vou soltá-la um pouco". Dito e feito. Jenns correu e virou um pedacinho de lama quando entrou um carrão de Porto Alegre aqui.e saiu uma família bem chique. Eles queriam adotar um cão. Jenns com toda alegria pulou em todos várias vezes. As crianças estavam fascinadas com a Jenns e assim ela achou um bom lar. 4. Um empresa de Novo Hamburgo ligou anos atrás e disse que tem um casal de filas que somente vive num canil e um guarda é o único que tem acesso a eles. Agora eles vão demitir o guarda. Ou nos aceitamos os dois ou ... Assim chegaram Kuarup e Sonata, cuspindo raiva, não deixaram entrar ninguém no canil deles. Até que Kuarup tinha uma bicheira na barriga. Entrávamos com abate e focinheira, um segurou o cão, outro tratou a bicheira e o terceiro aproveitou a situação, dando carinho nele. No dia seguinte nada de segurança foi mais necessário! Uns meses depois os dois foram adotados para viver soltos numa fazenda com crianças. Deu certo. 5. Struwelpeter foi entregado por uma senhora de carrinho zerinho e de roupa de grife num ano em dezembro. Ela contou que achou o animalzinho enozado e sujo na rua. Ela não quis ajudar, pois disse, que não tem nenhum dinheirinho. Banhei e tosei ele e um mês mais tarde ele achou um novo lar com uma moça bem simpática. Em março chegou um rapaz aqui e perguntou por um poodle que ele teria perdido. Não quis revelar o novo lar do Struwelpeter e anotei o telefone do rapaz. Surpresa! Foi o mesmo número da senhora do carrinho zerinho que não quis pagar o hotel e o banho e tosa... 6. Ali Baba, um fila tigrado que babava como nunca tinha visto antes, foi entregado por um casal muito querido. Ali Baba estava no meio da BR 116. Logo ele foi adotado para cuidar de um terreno. Este casal que o entregou ficou apadrinhando dois cães até este ano. Quero saudar os dois em especial hoje, pois é o dia de casamento de oito anos deles! 7. Imala entrou como esqueleto e não quis engordar. Desverminei ela, deixei com ração 24 horas, nada. Ela foi adotada por um casal querido e vive ainda no sétimo céu, mas agora um pouco mais cheiinha. 8. Zenta e Noela: Uma moça perguntou via e-mail, se podemos entregar dois animais na casa dela. Perguntei onde ela mora. "Itajai/SC". Bom né? Mas, como a vida é, neste fim de semana tinha um encontro em Joinville e levamos as duas. No carro pensei na loucura. Se esta moça fez um trote? Se ela não tem condições? Se ela acha os animais feios? O que faremos com eles neste encontro? Mas, tudo deu certo. Uffa! Há muito mais casos ainda, bonitos, tristes, engraçados, mas preciso guardar ainda um pouco para os 10 anos, né? Não posso mencionar todos os humanos maravilhosos que ajudam a nossa obra, pois estamos abençoados com pessoas extraordinárias. Uma delas é Alexandra, dentista, uma fonte de energia e idéias. Ela é o motor do grupo em Porto Alegre que faz 1.400 castrações por ano em várias clínicas veterinárias conveniados. Neste grupo faz parte o médico Carlos que sempre ajuda quando mais precisamos. Nossos pilares financeiras mais fortes são Eliana que também já adotou vários animais daqui, Dona Hildegard que abriga inúmeros animais na chácara dela em Morro Reuter, a médica Enilde de Porto Alegre e a querida Silvia Maria. As madrinhas mais distantes devem ser Carmelita e Cristiani de Rio de Janeiro. Beijos para vocês na cidade maravilhosa! Vera Lúcia é a nossa madrinha mais antiga, nos ajuda deste 2000 como madrinha e voluntária incansável. A nossa madrinha mais nova é Fernanda com 15 aninhos, também voluntária e com muita garra. Nossos guerreiros da primeira linha são Deisi e Gabriel que nos doam o seu tempo e a sua paciência. Um abraço também para a madrinha e voluntária Ursula Schilling (não sou eu!) que de momento estuda na Alemanha e com certeza se lembra de nos hoje! Nestes oito anos trabalharam também tratadores aqui, alguns para uns dias, outros para mais tempo. Luciano começou aqui em 2000 com 17 anos e ficou dois anos fazendo um muito bom trabalho. Nesta época não existia animal arisco. Ele brincou com todos, e gastou bastante tempo, dando carinho. Foram os nossos "anos da glória" em que foram admitidos 300 animais. 100 animais foram adotados nesta época e 100 castrados. Nesta época abrigávamos também cavalos de carroceiros que foram apreendidos pela polícia. Ele deixou um grande vazio quando nos deixou. Hoje não podemos mais pagar um tratador. Para as instalações falta a manutenção e a limpeza diária. Os animais ficam a maior parte do dia sozinhos. Muitos deles não deixam se tocar e se escondem. Nem pensar numa adoção deles! O momento mais crítico nestes oito anos estamos vivendo agora mesmo. Para continuar com o lar de passagem - precisamos de um tratador, pelo menos para um meio turno - precisamos de consertos - precisamos de um vet, pois o nosso querido Marcelo não tem mais tempo para fazer as castrações aqui. O serviço do vet é pago. - precisamos mais do que qualquer outra coisa famílias que adotam animais adultos e sem raça e que têm ainda a paciência de terminar a fase de adaptação. Tinha um cão aqui, que ficou 18 meses em depressão antes de se adaptar, um outro ficou três dias deitado como morto, outros se adaptam na hora. Cada animal é diferente. |
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Mais fotos da história: |
Nossa primeira feirinha em frente do zoolôgico em Sapucaia do Sul |
Assim tudo começou. Esta mesa foi tudo que existia para tratar os animais. |
Estes palafitas já foram um grande avanço! Protegeram de chuva e sol! |
Aqui em Dog-City a "prefeitura" |
uma casinha de 20 lugares em três andares |
Com este esqueleto um rapaz andou o dia todo num Fiat Uno em Porto Alegre para procurar alguém que o aceita. Ninguém o quis! Ele achou o animal na rua e mora num kitinete. Meia-noite finalmente ele consegui entregar o animal aqui no canil. No dia seguinte ele já foi adotado! Shakespeare de lado entrou somente osso, sem pêlo. Ele virou um Shepdog lindíssimo, foi adotado, mas não bem cuidado. |
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Aqui Shakespeare "corta" a fita da inauguração do Hotel Canino. Esta fita tinha uma lingüiça no meio e o Senhor Prefeito deixo a tarefa para ele. |
Um tempo era moda de entrar aqui no gatil para tirar foto quando "tomou banho de gatos" como aqui na foto melanie faz. |
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![]() Este é a retirada do Pinheiro. Ele estava na Floricultura Kanto Verde em em Sebastião do Caí sem comida, sem casinha. Ele se recuperou bem e foi adotado. E como tinha filhotes aqui! |
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Lilofee está na foto amamentando 11 filhotes que foram abandonados num saco numa rua. |