Quem achou um animal abandonado e quer ajudar de verdade pode fazer o seguinte:

1.Verificar o animal se está com sarna, outras parasitas ou ferimentos.
A sarna não é uma doença, são parasitas pequenas dentro da pele. O tratamento é
geralmente barato e rápido e pode ser resolvido com banhos ou injeções. Quem não
sabe como, deveria procurar um veterinário. Ferimentos geralmente também devem ser
mostrados a um profissional.
2. Mandar castrar o animal, principalmente no caso de uma fêmea. O Projeto Pro-Animal ajuda na região de
Porto Alegre com vale-castração para pessoas que não podem pagar este tipo de cirurgia.
(Alexandra (51) 99 42 22 47)
3. Procurar um lar temporário onde o animal pode ficar até a adoção.
Estes lares geralmente querem que o tratamento seja pago. Existem famílias humildes que gostam muito de
animais e cuidam bem, mas não podem arcar com a alimentação. O Projeto Pro-Animal pode abrigar animais
por um determinado tempo, deste que o tratamento seja pago com antecedência e a pessoa fique responsável
pelo animal até a doação.
4. Procurar um lar definitivo. O Projeto Pro-Animal oferece a participação
nas feirinhas e procura por famílias adequadas que adotam animais sem raça.
Ninguém pode
fazer tudo, mas cada um pode fazer a sua parte. Sem possibilidades de ajudar ou totalmente inválido é somente
quem quer. Com boa vontade e criatividade cada um pode fazer milagres, seja para si mesmo, seja para outras
pessoas ou seja para animais em apuros!
Mentiras e verdades sobre castrações

Proteção de animais – uma ilusão? Quero montar um abrigo
“Se eu ganhasse na loto, compraria uma chácara e recolheria todos os animais da
rua!“ Beleza! – Beleza?
Recolher todos os animais? Quantos vivem nas ruas? 1.000? 10.000? 100.000?
Quantos animais podem ser cuidados numa chácara sem que eles sofram por falta
de tratamento, falta de carinho e falta de espaço? A resposta depende
da existência de vários pré-requisitos:
1. Área física para os animais - animais precisam de espaço.
Criar animais saudáveis em canilzinhos ou gaiolas não é nenhuma
vantagem para os animais. Um cão precisa por kg do seu peso de no mínimo
1m2 para se movimentar.
2. Instalações - os canis devem ser fortes, seguros e espaçosos,
com no mínimo 15 m2 para animais correrem e brincarem. Cada canil precisa
de proteção contra o vento, frio, chuva e sol para cada um dos seus
moradores. Mas precisa também lugares para tomar sol de manhã! Uma bacia
com água fresca é óbvio. Um gato precisa de bem mais espaço, precisa trepar,
viver "no alto", precisa de sol, principalmente no inverno.
O gatil precisa de uma tela por cima para evitar acidentes.
3. Mão-de-obra - somente dando comida, água e limpando, um tratador
pode tratar de 100 até no máximo 200 animais, dependendo das instalações.
As instalações se estragam rápidamente, precisam de alguém que faça as
manutenções. Sempre podem acontecer imprevistos, até acidentes.
Os animais precisam de uma pessoa confiável, que esteja 24h por dia por perto.
4. Meios para alimentação - não adianta comprar uma ração baratinha,
sem proteínas, dar polenta ou feijão, buscar restos de um restaurante
(cheio de palitos, tampas de garrafas e guardanapos!!!) e depois gastar
de montão com veterinários e remédios. Quem pensa em criar animais, deve
saber que alimentação boa é fundamental.
5. Tratamento veterinário - o veterinário é o aliado número UM
de cada animal. Se não pode ser contratado um, pelo menos deve-se ter
um ao alcance 24 horas por dia.
6. Castrações - a existência de cães nas ruas mostra que existe
mais oferta do que procura por animais. Por isso, é fundamental evitar
mais ninhadas indesejadas. Castrar cadelas e gatas e, se possível, também os
machos, deveria ser óbvio para cada um que se considera protetor.
7. Adoções - recolher animais e estocar num lugar impede a agilidade
de aceitar mais animais. A idéia deve ser achar famílias que cuidem
bem dos animais, para obter mais espaço para outros animais necessitados.
Reconhecemos que este ponto é o mais problemático no trabalho com animais
abandonados.
8. Amigos - promover feiras, despertar a mídia, arranjar colaboradores
é um trabalho muito difícil e demorado. Amigos que se envolvem neste trabalho
são os pilares de cada entidade.
E mesmo com todos os pré-requisitos preenchidos, fica a pergunta: Quantos
animais podemos abrigar? O Projeto Pro-Animal não é um lar definitivo,
nem um depósito para os animais e menos ainda um "lixão vivo",
onde os bichinhos serão somente mantidos vivos, mais nada. Por esta razão
não podemos aceitar todos os animais que as pessoas querem entregar por
motivos diversos.
O Projeto Pró-Animal se entende como um "lar temporário"
para animais em apuros. Eles encontram aqui um tratamento adequado e um ambiente
onde podem brincar alegres e sem medo. Recuperados e castrados eles serão
oferecidos para adoções na sede e nas feirinhas organizados por voluntários.
Sendo um “lar temporário”, significa que os animais aceitos ficam
um determinado tempo na entidade e a pessoa que entregou um animal se
responsabiliza de três coisas: 1. pagar todas as despesas do tratamento
adiantado
2.se encarregar da castração
3.procurar por um lar definitivo Mas, a realidade é outra. Uma caixa com filhotes, um cão amarrado no
portão, vítimas de maus tratos ou uma ninhada de gatos jogados no mato
são o resultado triste da ganância, covardia e irresponsabilidade das
pessoas. Estes animais precisam de ajuda, e já.
Uma entidade que se sente na obrigação física, moral ou política de
recolher mais animais do que recomendável conforme dos pré-requisitos
citados a cima, vai enfrentar certos problemas.
Animais que vivem apertados estão mais sujeitos à doenças, brigas etc.
Em entidades com falta de alimentação observa-se o canibalismo entre os animais.
A adoção de animais não-castrados, garante a continuação do trabalho por
muitas gerações, que não pode ser o sentido da entidade.
A falta de um tratador caprichoso deixa os animais viverem nas suas próprias
fezes, provocando mau cheiro e doenças.
O número ideal dos animais abrigados depende de muitos fatores.
Ultrapassar este número
pode levar a entidade se não ao colapso,
no mínimo ao desconforto dos hóspedes.
Como manter o número certo? Esta pergunta é a mais polêmica de
todas. A entidade que não dispõe de meios, voluntários e espaço ilimitado,
não pode evitar escolher um dos dois males:
1. Ou ver que animais rejeitados serão mortos cruelmente, morrem nas
ruas ou amarrados no mato.
2. Ou aceitar todos os animais e fazer uma escolha, quais devem
ficar vivos (Estas entidades recebem mais críticas do que matadouros de
ovelhas!!!).
O Projeto Pro-Animal por enquanto escolheu a primeira alternativa, sabendo
que o seu trabalho é incompleto. A ênfase das atividades é cada vez mais
a castração. Não somente dos animais vivendo no Projeto Pró-Animal,
mas também ou até principalmente, dos animais nas vilas, da população
que não pode pagar um valor equivalente à renda familiar para castrar
um animal.
Uma cadela pode ter duas ninhadas por ano de seis filhotes cada. Se
a metade delas são fêmeas, ela pode ter seis filhas que no ano seguinte
poderão ter cada uma uma dúzia de filhotinhos, e a mãe não pára de
parir. Sete dúzias no segundo ano, filhos e netos. No terceiro ano já
têm quarenta e uma ninhadas, 250 lindos filhotinhos....
Tudo mal, na verdade não são tantos, pois a maioria morre atropelado, morto a pauladas, de doenças, fome, frio e falta de tudo. Resumo: UMA CASTRAÇÃO faz mais efeito do que chorar noites a fio sobre os pobres bichinhos nas ruas.
E agora, imaginem, castrações
em massa.....
Não podemos proteger um animal melhor de todos os males de que evitando
seu nascimento!
Talvez um cão abandonado -
que não foi aceito num abrigo superlotado?
|
 |
|