São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil

Aqui uma receita vegana para um agradável domingo:


http://receitasvista-se.blogspot.com/2008/01/sojasco-churrasco-vegetariano.html

Sojasco - Receita para 4-5 pessoas (receita por Daniel Coelho)
Obs.: Preparar 1 dia antes



· Ingredientes (Todos encontrados em qualquer supermercado, confira!)
500 gramas de pts (proteína texturizada de soja) clara ou escura
1 cebola grande bem picada
1 colher de alho picado
10 colheres de sopa de vinagre
4 caldos em pó de legumes ( Kitano )
4 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de orégano
sal a gosto

Opcionais para acrescentar no espetinho

1 pimentão vermelho cortado um pouco maior que a pts
1 pimentão verde cortado um pouco maior que a pts
Cebola cortada
150 gramas de azeitona sem semente
150 gramas de champignon inteiro
1 lata de salsicha de soja da Superbom

· Preparo

1° Passo

a - em um recipiente grande, colocar toda pts em seguida jogar água quente +/- 1 Litro
b - acrescentar 5 colheres de sopa de vinagre
Adicionar os demais ingredientes - cebola, alho, 5 colheres de sopa de vinagre, 2 caldos em pó de legumes 4 colheres de sopa de azeite, 3 colheres de sopa de orégano e sal a gosto. Vale experimentar a pts para saber se o teor de sal está bom ou não. Depois de bem misturado, cubra o recipiente e leve-o até a geladeira. Prepare 1 dia antes do evento tão esperado ;-).

Se possível, só monte os espetinhos depois de deixar o tempero por pelo menos 24 horas. Ao montar, misture mais 1 vez para o tempero aderir bem à pts.
Bom apetite!

Quero falar dos ovos. Muitas pessoas que não comem carne, comem ovos. Eu gosto de ovos, principalmente cozidos. Uma dúzia de ovos custa na loja menos de que R$ 2,00. Vamos dizer, um ovo custa R$ 0,15. Tá bom?

Tenho galinhas e pago cada mês para 15 animais (14 galinhas e um galo) mais do que R$ 45,00 em ração. Mas eles precisam também cada dia comer coisa verde, verduras etc. Mas, vamos pensar em R$ 3,00 por animal e mês. Cada animal me dar mais ou menos 10 ovos por mês, depende do animal e da época do ano. (Para facilitar a matamática e contra a biologia, o galo também me presenteia com ovos) Então para mim um ovo custa no mínimo R$ 0,31 em ração, uma dúzia R$ 3,62. (Não contei os mais do que R$ 1.000,00 para a construção do galinheiro!)

Até aqui está bom. MAS, uma galinha pode viver 15 anos e depois de dois anos vai dar cada vez menos ovos. Com 4 ou 5 anos está zerando. Em outras palavras, o que fazer com galinhas velhas como vegetariana? Ficar com elas. Então para ter cada dia um ovo não alimento mais duas ou três galinhas, mas 6 ou mais.

Querendo garantir o meu ovo diário e preciso deixar chocar uns ovos para ter galinhas novas. Nascem tantos machinhos como fêmeas. Como não quero matar os machinhos, eles ficam vivos. Então para meu ovo de cada dia devo com o tempo alimentar 6 ou mais galinhas e mais 6 ou mais galinhos.

Por ter um ovo, alimento então no mínimo 12 animais. Cada animal come ração no valor de R$ 3,00, faz uma conta de R$ 36,00. O ovo custa agora (R$ 36,00 dividido por 30 dias) R$ 1,20, uma dúzia então R$ 14,40 sem contar consertos, trabalho etc.. Você pagaria R$ 14,40 ou mais por uma dúzia de ovos, se na loja custa R$ 1,80?

Como a loja pode comprar tão barato? Vamos ver como está na granja? Pequenas gaiolas em que 15 animais ou mais se empilham. Depois de viver (se sobrevivem!) um ano ou um pouco mais, espera o abate. Pintinhos recém-nascidos são separados por sexo. Os machos vão direto e vivo no lixo, pois uma raça poedeira não presta para engordar. As fêmeas passam por o processo de cortar o bico. E isto é somente o início da tortura....

Como não quero patrocinar uma granja, menos ainda com um nome tão bonito como "Natur ovos", comecei a criar as minhas meninas e o Gerd-Egon que nos avisa quando o dia novo começou. Mas quem vive num apartamento? Ou numa casa na cidade? Hoje em dia a maioria das pessoas vive longe da natureza. As crianças não conhecem pintos de verdade e os adultos acordam com despertadores. E quem paga a conta são, como sempre, os animais.


Esta vez vou falar do leite. Quando criança, minha mãe sempre disse que devo tomar muito leite, é importante. Quando tinha filhos pequenos, deixei-os mamar, um até 4 aninho e meio.... E depois, com 5 crianças em casa , comprávamos duas vacas da raça Jersey, Guida e Estrela, para ter o nosso leite. As duas vacas estavam prenhas em logo em seguida tinha pela nossa alegria dois lindos terneiros, Anya e Bubi.

Vacas leiteiras não prestam para engordar e vender como carne. Para churrasco há outras raças. Então fomos aconselhados a matar terneiros machos logo quando nascem para evitar prejuízos econômicos.. Um terneirinho Jersey tem quando nasce o tamanho de um pastor alemão, tem olhos grandes e calmos e quer VIVER! Matar o Bubi? Tá, Bubi e Anya cresceram então. Anya ficou uma linda novilha e Bubi um respeitável Touro. O que fazer com um touro?

Agora é a questão, o leite é para os terneiros ou para nos? Se deixa as vacas com os terneiros, não resta nada para nos. Separamos vacas e terneiros - como é comum e "normal" - houve choro dos terneiros e das vacas. Fizemos um trato: Durante o dia as vacas ficaram com os terneiros no pasto e de noite separamos as mães dos filhos com uma parede, então eles podem se cheirar e ouvir. De manhã tiramos leite para nos. Não tinha muito leite, mas para a nossa família deu, fiz até manteiga, queijo diversos tipos e jogurte. Depois de seis meses começávamos desmamar os terneiros. Foi triste! O leite é deles! Não existe na natureza nenhum animal adulto que mama numa outra espécie!

Para dar leite, uma vaca deve ter um terneiro por ano. Tá bom. Logo Guida e Estrela estavam prenhas de novo de um touro da vizinhança e mais tarde a Anya também. Deu três terneiros machos! Fazer o que com mais três touros? Adultos eles brigam! Nosso sitio só tem dois hectares, pequeno demais para três vacas e agora mais os touros!

Enfim desistimos do negócio do leite, vendemos as vacas, uma até em troca de mão-de-obra para fazer o gatil. Os touros foram vendidos também e acredito, não para viver de estimação. Fora disso o preço obtido ficou muito abaixo dos gastos com eles até lá. Quem vive da lavoura deve agir diferente para não ir a falência.

Aprendi, que o pensamento "Posso tomar leite, pois a vaca não morre disso" é errado. Para poder tomar leite morrem muitos animais! Morrem os terneiros machos primeiro, uns viram vitela, uma espécie de carne branca obtido de animais anêmicos e que ficam sem luz solar sem se movimentar. E enfim, quando a vaca não é mais em boa forma - depois de 12 a 15 terneiros - ela vai ao frigorífico também! E os sofrimento de sempre perder os terneiros depois o parto? Vacas são muito boas mães e defendem os seus filhotes mais do que muitas mamães humanas os seus!

E pior: Vacas leiteiras muitas vezes não vivem no pasto mas confinado, têm úberes para dar 30 litros de leite por dia e mais. Na Alemanha uma vaca vira bife, se não produz no mínimo 20 litros! Algumas não podem mais caminhar de úbere tão grande. Os terneiros destinados para criação serão tirados e tomam algo de balde, mamar nem pensar! A mortalidade entre terneiros órfãs é muito grande. Tão grande que alguns criadores já deixam uma vaca para deixar mamar quatro terneiros. Assim a mortalidade baixa.

Se você então tirou a salame e os camarões da pizza, pode tirar o queijo também!

EU NÃO COMO BICHO

Ivana Maria França de Negri

Seria muita incoerência de minha parte se eu, que gosto de animais e os respeito, fizesse uso deles em minha alimentação.

Quando digo a alguém a frase que intitula minha crônica, logo fazem cara de espanto como se eu fizesse parte de um outro mundo ou pertencesse a outra civilização. Sempre ouço: “Mas você come frango e peixe, não é?”, como se peixe e frango não fossem bicho também...

Perdoem-me os carnívoros compulsivos, mas comer carne ainda é um resquício da pré-história, traço selvagem da raça humana que tende a ser abolido conforme evoluímos.

Outro dia, uma turma de adolescentes amigos de meu filho, estavam reunidos em casa e um deles disse em tom de desafio: “tia, e as melhores coisas da vida como cachorro quente e hambúrguer?”.. . Mais tarde servi a eles um lanche: hambúrgueres de soja. Não só comeram, como aprovaram. Toda vez que vêm aqui, querem “aquele” hambúrguer vegetariano. E tem também a salsicha de glúten que não deixa nada a desejar.

É tudo uma questão de costume. Mas também é necessário boa mão para temperar- segredo de qualquer prato- e imaginação para criar alternativas de como substituir a carne.

A maioria das pessoas acha que vegetariano só come “mato”, ou seja, vegetais. Não é bem assim. A gama de opções de cardápio é variadíssima e também muito saborosa. Quem já foi a um restaurante vegetariano, que vende comida por quilo, sabe das inúmeras e deliciosas variedades. Leves, de fácil digestão e sem gorduras saturadas.

Não pretendo convencer ninguém a tornar-se vegetariano, longe de mim esta pretensão. Apenas aproveitei escrever sobre o assunto porque recebi material da Mataji, uma Organização Internacional que instituiu o dia 25 de novembro como o dia mundial de não comer carne. Eles pregam: “neste dia, alimente um animal ao invés de alimentar-se dele”. É uma boa iniciativa para levar as pessoas a pensarem um pouco sobre isso. Quando compram aquele pacotinho atraente no supermercado, não pensam que “aquilo” um dia teve um coração a pulsar no peito, como nós. Tentem ficar um dia sem comer nenhum tipo de carne. Vão sentir-se mais leves, espiritualmente mais puros e seu corpo vai agradecer.

Muitos dirão que a carne na alimentação é imprescindível. Conheço pessoas que nunca comeram carne desde que nasceram, muitas com cinqüenta, sessenta anos, esbanjando saúde e aparência de pelo menos 20 anos a menos. Eu sou vegetariana a mais de quinze anos, mas gostaria de ter sido a vida toda. Meu marido, que é médico, também vegetariano, não o seria se achasse que o fato de não comer carne afetasse a saúde.

Li no jornal “O Estado de São Paulo” que o Brasil se gaba de estar exportando carne para os Estados Unidos e Europa. Não vejo mérito nisso, já que o mesmo jornal menciona dados como: “para se produzir um quilo de carne são necessários sete quilos de grãos, e para produzir uma tonelada de grãos, são necessárias mil toneladas de água”. Ora, se a água está escasseando e torna-se preciosa, por que desperdiçá-la? Isto sem contar os dejetos que são despejados nos rios das aviculturas como restos de vísceras, sangue, gorduras, penas e carcaças. Inclusive há um dado alarmante dito por um exportador de touros: diz ele que num prazo de dez anos os Estados Unidos não mais terão condições de produzir carnes. E quem abastecerá os milhares de fast-foods? Espero sinceramente que não seja o Brasil.

O Natal é por excelência, a Festa do Amor e da Paz. Será?... Na ceia, jazem expostos, vítimas da carnificina dos humanos, os restos mortais dos pobres animais...

Se você quiser saber mais sobre vegetarianismo, acesse http://www.svb. org.br

Por que é importante o veganismo?

Muitas pessoas não são veganas simplesmente porque não tiveram oportunidade de conhecer essa possibilidade ética de viver. Os veganos não utilizam nada que advenha dos animais, independentemente de se é com ou sem sofrimento. Defendemos a liberdade dos animais. De todos os animais.

Se todos fossem veganos, os animais não seriam usados para alimentação, vestuário, experimentação, lazer. Os animais domésticos não sofreriam, não haveria circos, rodeios, testes em animais. Os animais selvagens não seriam importunados, caçados, mortos.

Enfim, se todos fôssemos veganos, os animais seriam livres e viveriam de acordo com sua natureza. Simples assim. Uma escolha individual e um efeito universal.

Mamãe:"Toma teu leite, filho!"
Filho: "Porque?"
Mamãe: "É bom para ti!"
"Filho: "Porque é bom para mim?"
"Porque sim e agora toma!"

Alguém já viu este filme? É tão fácil, fazer o que outros mandam e não usar a própria cabeça. Sempre podemos dizer "Mas ele me mandou!" Para onde leva a obediência cega, podemos ver na história triste de muitos países. Começou tudo com a Eva que disse: "Mas foi a cobra que disse..." Infelizmente a parte da população que usa a sua cabeça e questiona as suas atitudes antes de agir, é minúsculo. Você faz parte desta elite; afinal,você se inscreveu numa página que ajuda animais e não gastou o seu tempo - como 88% dos internautas - procurando por bobagens.

Voltamos para a mamãe e o filho. Porque ele deve tomar leite? Para os bebês a natureza oferece leite materno. Mas, muitas mamães humanas preferem dar o leite de mamães não-humanas. Motivos há muitos, "estética", profissão etc. Há provas que o leite materno garante mais a saúde do filho do que outra coisa. Pior! É conhecido na agricultura, que duas vacas da mesma raça, do mesmo pasto com terneiros da mesma idade têm leite diferente! Se os terneiros trocam as mamães (terneiros jamais fariam isto sem pressão!), eles podem adoecer! Mas, os humanos com toda a sua ciência e sabedoria são mais burros do que os burros, pois o burro não mama na vaca, menos ainda quando adulto! Humano faz.

Veja este vídeo: Você Bebe Leite? 28 Coisas que Você Deveria Saber Confesso, tomar leite no café, comer queijo e tomar jogurte. Mas é afinal uma burrice (Ou devo dizer uma "Humanice"?). Para as vacas é mais cruel, ficar confinado e ganhar um terneiro por ano - do que deve se separar na hora do parto! - do que ser matado logo para virar bife. E cada vaca leiteira vira bife também, somente mais tarde.


Coloque o "V" em sua foto!

Pessoal, essa idéia é muito boa. Vamos participar dessa campanha. Coloque um V na sua foto do Orkut. Assim divulgaremos o vegetarianismo e poderemos ter uma noção da quantidade de vegetarianos no orkut. Para colocar é só utlizar o site abaixo!

www.vista-se.com.br/v

Comer menos carne ajuda a frear aquecimento global,

diz estudo

A redução do consumo diário de carne nos países desenvolvidos até 2050 ajudaria a limitar o aquecimento global, afirma um estudo publicado nesta quinta-feira (13) pela revista britânica "The Lancet".

A pesquisa foi dirigida por Anthony McMichael, do Centro Nacional de Epidemiologia e de Saúde das Populações de Canberra (Austrália). "Considerando que a população mundial aumentará cerca de 40% até 2050 e, se não houver nenhuma redução das emissões dos gases que provocam o efeito estufa ligados ao gado, o consumo de carne deverá baixar para 90 g ao dia por pessoa para estabilizar as emissões de tal setor", defenderam os pesquisadores.

Também seria necessário limitar a 50 g por dia o consumo de carne vermelha procedente de ruminantes, que emitem metano, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. O consumo médio de carne está em 100 g por pessoa ao dia no mundo, com diferenças consideráveis entre os países desenvolvidos - de 200 a 250g - e os países pobres - 20 a 25g.

Das emissões mundiais de gases que provocam o efeito estufa, insistiu a equipe, 22% são oriundas da agricultura, uma proporção similar à do setor industrial, mas superior à dos transportes.

O gado, especialmente em seu transporte e em sua alimentação, afirma o estudo, é o responsável por quase 80% das emissões agrícolas, principalmente em forma de metano.

"Uma redução substancial do consumo de carne nos países ricos seria também benéfica para a saúde, principalmente porque se reduzem os riscos de doenças cardiovasculares (...), obesidade, câncer colo-retal e talvez outros tipos de câncer", avaliaram os especialistas. (Folha Online)
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=33490

SAIBAM COMO SE PRODUZ CARNE DE VITELA E BABY-BEEF MANUAIS!


VITELA E BABY-BEEF
A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar.

Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia.

Baby beef é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados.

O mercado de vitelas nasceu com o subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.

Veja como é obtido esse "produto": assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias.

Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso alimentação que consiste de substituto do leite materno.

Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.

A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material.

Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral.

Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um ripado de madeira, onde os excrementos possam cair num um piso de concreto ao qual os animais não tenham acesso.

A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente.

Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido.

Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo.

No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.

Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do sol.

E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem idéia de como é produzida.

A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática - como na Europa - o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.

Nossa arma é a informação.

Se souber o que está comendo, a sociedade que não mais tolera violências, vai mudar seus hábitos.

Podemos evitar todo esse sofrimento não comendo carne de vitela ou baby-beef, repudiando os restaurantes que a servem.

O consumidor (Assim como o eleitor) tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido o sofrimento de animais inocentes.

(Fonte:Instituto Nina Rosa - Projetos por Amor à =ida) Se você anseia por uma sociedade mais humana e sem violência, repasse =sse e-mail. A VIDA AGRADECE.
Profª Maria de Lourdes Pereira Dias - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - CSE/CNM - Campus=niversitário - Trindade 88..040.900 - Florianópolis (SC) - B R A S I L Phone:(55- 0xx48) 3331-9483

CONSUMIR PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL CONTRIBUI PARA O AQUECIMENTO GLOBAL ALÉM DE MATAR PESSOAS DIRETAMENTE


A União Vegetariana da América do Norte (VUNA), a União Vegetariana Latino-americana (UVLA) e a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) desafiam Al Gore e os ativistas contra o aquecimento global a reconhecer uma verdade bem inconveniente

As organizações vegetarianas, rede de grupos vegetarianos independentes, desafiam os ambientalistas e ativistas contra o aquecimento global a admitir que comer carne é uma das principais causas do aquecimento global. Ao se alimentar de uma categoria mais básica da cadeia alimentar a humanidade pode dar um passo enorme e essencial para reduzir o aquecimento global.

"Al Gore e os ativistas a favor do clima deixam sempre de admitir uma das verdades mais inconvenientes de nossos tempos: a pecuária e o consumo de produtos de origem animal em escala global talvez seja hoje a maior causa (antropogênica) do aquecimento global", diz Saurabh Dalal, presidente da VUNA. "Se tivessem de escolher entre salvar o planeta e consumir produtos de origem animal, muitas pessoas supostamente bem informadas continuariam a devorar as suas asas de frango e seus hambúrgueres."

"Além do impacto causado sobre a atmosfera, criar gado é uma forma muito ineficiente de utilização dos recursos, sendo uma das principais responsáveis pela derrubada das florestas, como ocorre hoje na Amazônia. Grande parte das terras do mundo é destinada a pastagens. A indústria da carne é uma das principais consumidoras e contaminadoras da água doce do Planeta, um recurso cada vez mais escasso. Os dejetos produzidos pelos animais criados em sistema de confinamento causam graves problemas ambientais. Para alimentar todos estes animais criados artificialmente são necessários – além de espaço, enorme quantidade de grãos e cereais que poderiam ser dados diretamente para os seres humanos. Num mundo onde a fome é uma realidade, o comer carne torna-se eticamente inaceitável", afirma Marly Winckler, presidente da SVB e coordenadora para a América Latina e o Caribe da União Vegetariana Internacional (IVU).

O relatório de 2006 da Organização de Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO) chamado A grande sombra da pecuária (Livestock's Long Shadow, em www.fao.org/newsroom/en/news/2006/1000448) concluiu que a pecuária global contribui com mais gases que causam o efeito estufa do que todas as formas de transporte: assustadores 18% da emissão total (em equivalentes de CO2).

A produção de carne e outros produtos de origem animal para alimentação contribuem significativamente com a emissão dos principais gases que vêm causando o aquecimento global, respectivamente 9%, 37% e 65% da emissão total mundial de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. Além disso, o potencial de aquecimento global e os efeitos desses gases são mais marcantes, dado que o metano e o óxido nitroso são 23 e 296 vezes mais prejudiciais que o dióxido de carbono. Um estudo da Universidade de Chicago verificou que a dieta americana média, incluindo todas as etapas do processamento dos alimentos, produz anualmente 1,5 toneladas de equivalentes de CO2 a mais do que a dieta sem carne.

Mas os meios de comunicação, as autoridades e até mesmo a maioria dos ambientalistas deixam de explicar ao público essa verdade inconveniente, de acordo com Richard Schwartz, conselheiro da VUNA e presidente da associação Judeus Vegetarianos da América do Norte. "A dieta baseada em produtos animais ameaça o nosso planeta", diz Schwartz. "Todas as refeições, assim como as viagens, são decisões que influenciam o clima. Os que têm condições de educar o público deveriam ajudá-lo a entender que, na verdade, a opção alimentar é mais importante do que a escolha do automóvel".

Por essas e outras razões (veja a seção seguinte), a VUNA, a UVLA e a SVB convocam Al Gore e a comunidade ambientalista a transferir a carne do prato para o centro do programa de luta contra a mudança do clima. "Vamos pressionar também governos, empresas, instituições religiosas e educacionais e outros grupos para que promovam ativamente a dieta baseada em fontes vegetais e seus enormes benefícios, além de apoiar a todos com informações sobre escolhas pró-ambientais", disse Dalal.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Hoje há no mundo mais de 50 bilhões de animais de criação destinados todo ano ao abate. Além do grande impacto para o aquecimento global, isso contribui de forma significativa para a destruição das florestas tropicais e outros habitats importantes, a extinção rápida de espécies, o desgaste e a erosão do solo e outras ameaças ambientais. Devido ao seu grau elevado de ineficiência se comparada à produção de proteína vegetal, a pecuária exaure, de modo desproporcional, as reservas já pequenas de água potável, terra, combustíveis e outros recursos. Para piorar, o relatório da FAO prevê um aumento da demanda de produtos de origem animal que, até 2050, dobrará o número de animais de criação.

O mais preocupante é que a Mesa-Redonda Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo composto de centenas de cientistas importantes do mundo todo, prevê efeitos catastróficos se não houver mudanças rápidas. Vários cientistas renomados do setor advertem que, caso as condições atuais continuem inalteradas, em dez anos o aquecimento global pode fugir ao controle.

Além dos benefícios ambientais, décadas de pesquisas indicam que, se a população em geral trocasse a carne e outros alimentos de origem animal por alimentos vegetais, isso reduziria drasticamente as doenças cardíacas, o câncer, a obesidade e outras doenças crônicas degenerativas que hoje em dia geram custos globais de trilhões de dólares em assistência médica. Diminuir a escala global de pecuária também permitiria que a terra arável, a água potável e outros recursos agrícolas alimentassem centenas de milhões de pessoas a mais. Como nos alertam ecólogos de renome como Eugene Odum e Garry Barrett, "quando se pensa a respeito da pressão da população sobre os recursos naturais e o meio ambiente, não se deve esquecer que não somente existem mais animais domésticos do que pessoas no mundo, mas que esses animais também consomem cerca de cinco vezes mais calorias do que as pessoas".

Alimentar-se com uma dieta vegetariana ou vegana não significa abandonar o prazer de comer. De fato, os pratos vegetarianos atuais são tão saborosos, se não mais, quanto àqueles encontrados numa dieta baseada em produtos de origem animal. Hoje, muitos chefs famosos cozinham sem utilizar ingredientes de origem animal.

Mais informações sobre a ligação da dieta com o aquecimento global e outros impactos podem ser encontradas em:
- SVB (www.svb.org.br)
- UVLA (www.ivu.org/uvla)
- VUNA ( www.ivu.org/vuna/)
Contato:
Paula Brügger, Profª Dept de Ecologia e Zoologia – UFSC; coordenadora do Dep. de Meio Ambiente da SVB: svb@svb.org.br


Grupo pela Abolição do Especismo - GAE POA

Ex-Beatle pede que pessoas substituam carnes por vegetais pelo bem do planeta



LONDRES - O ex-Beatle Paul McCartney pediu para a população mundial se tornar vegetariana para deter, assim, o aquecimento global e suas conseqüências. McCartney, 65 anos, afirmou que cada um dos habitantes do planeta "pode fazer" algo para evitar o chamado efeito estufa, "modificando seus hábitos alimentares e substituindo a carne pelos vegetais". "A criação de vacas, bois e porcos é um dos principais destruidores do planeta", declarou o músico britânico.

"Quando vemos que a Floresta Amazônica está sendo desmatada pelo chamado ´gado de hambúrgueres´, isto fica mais que óbvio. E dizem que fazem isso em beneficio de nós, quando na verdade ocorre o oposto. Ninguém considera que deve mudar, mas é preciso tomar uma posição com relação a isso", declarou McCartney. Leia interessante artigo sobre isso.

O ex-Beatle se juntou assim a uma lista de estrelas da música, entre elas Madonna, Duran Duran e Phil Collins, que pediram neste último fim de! semana, durante o megashow Live Earth - realizado em nove cidades do mundo todo, inclusive no Rio de Janeiro - para que medidas sejam tomadas contra o aquecimento do planeta.

Ao defender o vegetarianismo, McCartney compartilha da mesma opinião de Heather Mills, sua ex-mulher. O trabalho de Heather, que se separou do músico em maio de 2006, consiste em levantar fundos para obras beneficentes para vítimas de minas terrestres e em defesa dos direitos dos animais. O casal, que tem uma filha de 4 anos, Beatrice, enfrentou um divórcio litigioso, acompanhado por tablóides britânicos.

O vegetarianismo é a tendência que mais cresce no mundo desenvolvido. Eis 21 motivos porque vc deve pensar em virar vegetariano também:


1- Evitar carne é um dos melhores e mais simples caminhos para cortar a ingestão de gorduras. A criação moderna de animais provoca artificialmente a engorda para obter mais lucros. Ingerir gordura animal aumenta suas chances de ter um ataque cardíaco ou desenvolver câncer.
2- A cada minuto todos os dias da semana, milhares de animais são assassinados em abatedouros. Muitos sangram vivos até morrer. Dor e sofrimento são comuns. Só nos EUA, 500.000 (meio milhão) de animais são mortos a cada hora!
3- Há milhões de casos de envenenamento por comida relatados a cada ano. A vasta maioria é causada pela ingestão de carne.
4- A carne não contém absolutamente nada de proteínas, vitaminas ou minerais que o corpo humano não possa obter perfeitamente de uma dieta vegetariana.
5- Os países africanos - onde milhões morrem de fome - exportam grãos para o primeiro mundo para engordar animais que vão parar na mesa de jantar das nações ricas.
6- "Carne" pode incluir rabo, cabeça, pés, reto e a coluna vertebral de um animal.
7- Uma salsicha pode conter pedaços de intestino. Como alguém pode estar certo que os intestinos estavam vazios quando utilizados? Você realmente quer comer o conteúdo do intestino de um porco?
8- Se comêssemos as plantas que cultivamos ao invés de alimentar animais para corte, o déficit mundial de alimentos desapareceria da noite para o dia. Lembre-se que 100 acres de terra produz carne suficiente para 20 pessoas, grãos suficientes para alimentar 240 pessoas!
9- Todos os dias dezenas de milhões de pintinhos de apenas 1 dia de vida são mortos apenas por que não podem botar ovos. Não há regras para determinar como ocorre a matança. Alguns são moídos vivos ou sufocados até a morte. Muitos são utilizados como fertilizantes ou como ração para alimentar outros animais.
10- Os animais que morrem para a sua mesa de jantar morrem sozinhos, em pânico e terror, em profunda depressão e em meio a grande dor. A matança é impiedosa e desumana.
11- É muito mais fácil ser e manter-se elegante quando se é vegetariano.
12- Metade das florestas tropicais do mundo foram destruídas para fazer pasto para criar gado para fazer hambúrguer. Cerca de 1000 espécies são extintas por ano devido à destruição das florestas tropicais.
13- Todos os anos 400 toneladas de grãos alimentam animais de corte - assim os ricos do mundo podem comer carne. Ao mesmo tempo, 500 milhões de pessoas nos países pobres morrem de fome. A cada 6 segundos alguém morre de fome por que pessoas no Ocidente estão comendo carne. Cerca de 60 milhões de pessoas morrem de fome por ano. Todas essas vidas poderiam ser salvas, porque estas pessoas poderiam estar comendo os grãos usados para alimentar animais de corte se os norte-americanos comessem 10% a menos de carne.
14- As reservas de água fresca do mundo estão sendo contaminadas pela criação de gado de corte. E os produtores de carne são os maiores poluidores das águas. Se a indústria de carne no EUA não fosse subsidiada em seu enorme consumo de água pelo governo, algumas gramas de hambúrguer custariam US$ 35.
15- Se você come carne, está consumindo hormônios que foram administrados aos animais. Ninguém sabe os efeitos que estes hormônios causam à saúde. Em alguns testes, um em cada 4 hambúrgueres contém hormônios de crescimento originalmente administrados ao gado.
16- As seguintes doenças são comuns em comedores de carne: anemias, apendicite, artrite, câncer de mama, câncer de cólon, câncer de próstata, prisão de ventre, diabetes, pedras na vesícula, gota, pressão alta, indigestão, obesidade, varizes. Vegetarianos há longo tempo visitam hospitais 22% menos que carnívoros e por pouco tempo. Vegetarianos têm 20% menos colesterol que carnívoros e isso reduz consideravelmente ataques cardíacos e câncer .
17- Alguns produtores usam calmantes para manter os animais calmos. Usam antibióticos para evitar ou combater infecções. Quando você come carne, está ingerindo estas drogas. Na América do Norte 55% de todos os antibióticos são dados a animais de corte, e a porcentagem de infecções por bactérias resistentes a penicilina avançou de 13% em 1960 para 91% em 1998.
18- Num período de vida um comedor de carne médio terá consumido 36 porcos, 36 ovelhas e 750 galinhas e perus. Você deseja tanta carnificina em sua consciência!?
19- Os animais sofrem dor e medo como nós. Passam as últimas horas de sua vida trancados em um caminhão, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte ensopado de sangue. Quem come carne sustenta o modo como os animais são tratados.
20- Animais com um ano de vida são freqüentemente muito mais racionais - e capazes de pensamento lógico do que bebês humanos de 6 semanas. Porcos e ovelhas são muito mais inteligentes do que criancinhas. Comer esses animais é um ato bárbaro.
21- Vegetarianos são mais aptos fisicamente do que comedores de carne. Muitos dos mais bem-sucedidos atletas do mundo são vegetarianos.

O QUE POSSO COMER!?

Você está deixando de ser vegetariano porque não sabe o que comeria se não comesse carne? Um pequeno passeio pelo mercado de seu bairro lhe mostrará não somente que há muitas frutas e vegetais diferentes, mas também porque o vegetarianismo está crescendo tão rapidamente. Há muitas refeições vegetarianas prontas à venda.
COMO TER CERTEZA QUE SEU CORPO ESTÁ RECEBENDO AS VITAMINAS E MINERAIS QUE NECESSITA?
1- Tenha uma dieta variada e tente incluir frutas frescas, vegetais verdes, ervilhas e produtos integrais - todos excelentes fontes de vitaminas, minerais e fibras.
2- Vitaminas são facilmente destruídas pelo cozimento, logo você deverá comer alimentos crus. Use o mínimo possível de água quando cozer vegetais, prefira o processo a vapor (para evitar perda de vitaminas solúveis em água). Cozinhe o vegetal pelo menor tempo possível.
3- Vitaminas são freqüentemente armazenadas na casca de frutas e vegetais, logo procure comer a casca.
4- Coma nozes e sementes - elas contêm uma grande variedade de vitaminas e minerais.
5- Livre-se das panelas de alumínio, que é um potente veneno que pode causar danos ao cérebro.
6- Vitamina B12 é encontrada em leite (consideramos o leite impróprio para consumo humano - Nota do Tradutor) e cereais.
7- Zinco é encontrado em sementes, amêndoas e vegetais verdes escuros.

LEMBRE-SE: Se você suspeita estar com deficiência nutricional em vitaminas e minerais, consulte seu médico. Nunca tome vitaminas ou suplementos minerais sem indicação profissional.

Texto extraído do livro "Food For Thought" - Dr. Vernon Coleman.
http://www.vernoncoleman.com
http://www.vernoncoleman.com/main.htm
Instituto Nina Rosa - projetos por amor à vida

Indústria da carne maltrata animais

Hora do almoço. Aquela carne suculenta e cheirosa surge em sua frente e você a degusta prazerosamente. Um hábito normal, algo natural que você aprendeu desde pequeno. Afinal de contas, é como se aquele pedaço de picanha ou aquela coxinha de frango nunca tivesse sido um animal vivo. Porém, antes de estar na sua mesa, ele teve que passar por um intenso processo de dor e sofrimento, desde que nasceu até o momento em que foi abatido.

A indústria da carne surgiu no início do século XX, quando foram criadas as primeiras fazendas de confinamento de animais para o consumo humano. A partir de então, o mercado de carnes cresceu cada vez mais. O maior e mais recente exemplo do poder desse setor foi a compra da companhia americana, Swift, pelo frigorífico brasileiro, Friboi. Com a aquisição, a Friboi passou a ser a maior empresa de carnes do mundo. Nasceu assim um império com capacidade para abater mais de 47.000 cabeças de gado por dia, cerca de uma a cada dois segundos. Se antes o Brasil já era o maior exportador de carnes do mundo, com faturamento de quatro bilhões de dólares por ano, agora tende a crescer mais. Bom para a economia do país, que já possui mais bois do que pessoas - são cerca de 200 milhões de bovinos - ruim para o meio ambiente, já que mais florestas terão que ser desmatadas para a criação de pastos, como foi o caso da Mata Atlântica e trechos da Floresta Amazônica, além da quantidade de dejetos dos animais jogados nos lençóis freáticos e nos mares.

Conforme dados do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná (Sindicarne) foram abatidos desde o começo deste ano até março, cerca de 174.999 bovinos e até maio, cerca de suínos 1.006.520 e 177.748.163 aves, somente no Estado do Paraná.

Hoje mais do que nunca o animal se tornou um mero produto, uma máquina de fazer dinheiro. Alguns abatedouros arrancam a pele dos bois ainda vivos, mergulham porcos em tanques de água fervente e maltratam animais vivos para manter as linhas de produção em velocidade constante. O ser humano esqueceu que esses animais também são seres vivos, que também sofrem como nós e merecem respeito.

Segundo o açougueiro Rudinei Navarezi, que trabalhou vários anos em abatedouros, há várias técnicas para matar os animais. O gado bovino, por exemplo, passa por vários estágios, desde o corte dos chifres com um alicate – sem anestesia - até o desnucamento, corte profundo no pescoço para que o animal sangre até morrer. "Enquanto os bois estão na fila para o abate, ficam mugindo muito alto. Eles sentem o cheiro de sangue e vêem os pedaços de carne no corredor. Ficam desesperados e tentam fugir dando saltos, daí a gente tem que amarrá-los com força", detalha Navarezi. Durante o processo, os animais ficam muito nervosos e descarregam na corrente sanguínea substâncias tóxicas que permanecem na carne. Rudinei lembra de um caso que o marcou muito: "Eu estava no meio do processo de abate de um boi muito bravo. Ele começou a ficar muito nervoso, suas veias do pescoço estavam tão saltadas que formavam um nó. Ele não sangrava, então tive que puxar as veias com a mão e fazer mais um corte. Ele sentiu muita dor. Os gritos de sofrimento daquele boi vão ficar pra sempre na minha memória".

Isso não é o pior. Pesquisas presentes no livro "Libertação animal", de Peter Singer, mostram que um terço dos bezerros machos é morto imediatamente após o parto, e cerca de 40% deles é criado para o mercado de vitelas. Para produzir as tão famosas carnes de vitela, conhecidas como "baby beef", os bezerros são separados das mães com apenas uma semana de vida, são presos em pequenos compartimentos, para que não se movimentem e assim não criem músculos, ficam cegos, pois não tem contato com nenhum tipo de luz, e são alimentados apenas de leite, para que fiquem anêmicos e fracos, assim, sua carne fica bem macia.

No local em que Navarezi trabalhava, havia também porcos, que na opinião dele, tem uma morte mais cruel que a dos bois. "Acho que por termos essa visão de que porcos são sujos, as pessoas não tem tanta pena, mas eles são mortos de um jeito horrível. E reagem bem mais que os bois", comenta o açougueiro. Ainda filhotes, são cortados os rabos dos porquinhos, as orelhas e os dentes - a sangue frio- além de serem castrados para que engordem rapidamente. O modo de abate é basicamente o mesmo dos bovinos, porém, após o sangramento, os suínos são imersos – ainda vivos - em tanques de água fervente para retirada dos pêlos. Muitos ainda piscam quando chegam à mesa de corte.

Além dos bois e porcos, os frangos também sofrem muito. Desde pequenos, são submetidos a processos cruéis de escolha. Os pintinhos que não se enquadram no padrão exigido pelas granjas são, simplesmente, triturados todos os dias. As granjas de ovos não fazem uso dos pintos machos, que são mortos em câmaras de gás, sufocados em sacos plásticos ou esmagados. Os que passam por essa seleção têm dois terços de seus bicos cortados com uma lâmina quente, causando dor durante semanas, para não bicarem os outros frangos. As granjas industriais são adaptadas com gaiolas minúsculas e com luz constante para que as aves pensem que é dia e não parem de comer. Muitas delas ficam tão pesadas que não agüentam seu próprio peso e quebram as pernas, tudo isso para que, em apenas sete semanas, estejam prontas para o abate, sendo que normalmente viveriam sete anos.

Tudo isso para alimentar as grandes indústrias e os caprichos humanos.

Questionado sobre qual é a sensação que se tem ao matar tantos animais indefesos, Navarezi declarou: "Hoje tenho vergonha do que já fiz, mas no interior, onde cresci, é a coisa mais normal do mundo. Nascemos sabendo que todos esses bichos vão ser mortos e nem ligamos. A gente se acostuma com as cenas chocantes e as reações de pânico dos animais. Na hora, a gente só se preocupa em fazer o trabalho bem feito. Mas eu acho um ato de crueldade muito grande, os métodos deveriam ser menos dolorosos".

O mais impressionante de tudo isso é que continuamos com os mesmos hábitos de sempre, pois não há divulgação suficiente desses maus tratos. Foi pensando nisso que a ambientalista Nina Rosa Jacob criou, em 2000, o Instituto Nina Rosa – Projetos de amor à vida. A ONG divulga o sofrimento imposto a bois, frangos e porcos, tentando mudar o conceito já enraizado em nossa sociedade de que os animais foram feitos para comer. A intenção é valorizar esses animais e melhorar a vida deles, por meio de pesquisas e projetos educacionais. A maior contribuição do instituto foi a elaboração do documentário "A carne é fraca", que mostra detalhes desconhecidos pela maioria das pessoas sobre os matadouros e os males causados pela criação de gado à natureza e apresenta dicas sobre como cada pessoa pode fazer a sua parte.

"Os tempos mudam, e o Universo está nos cobrando maior consciência e responsabilidade sobre as implicações que nossas escolhas provocam na existência de outros seres e da própria Terra em que vivemos", desabafa Nina Rosa.

O que fazer para mudar?

Na opinião da ambientalista, devemos parar de nos alimentar de outros seres, seguindo a dieta vegetariana. De acordo com a nutricionista Juliana Garcia, não há problema algum em deixar de comer carne. "A maioria das pessoas acha que se não comerem carne ficarão anêmicas, pois faltará proteína no organismo. Ledo engano: nosso organismo necessita de mais ou menos 45 gramas de proteína por dia, o que pode ser adquirido com uma combinação de vegetais". O vegetariano pode encontrar a quantidade de proteínas de que precisa em cereais como trigo, centeio e aveia; nas sementes de gergelim, abóbora e girassol; nas leguminosas, como ervilha, feijão e lentilha; em avelãs, castanhas e, principalmente, em produtos à base de soja, como o tofu, os hambúrgueres vegetais (vegiburguers) e o leite de soja.

Com o crescimento do império das carnes, cabe a cada um fazer a sua parte, alimentando- se de forma consciente para que dar um basta ao sofrimento brutal contra os animais.

Amanda Ribas, estudante de Jornalismo do Centro Universitário Positivo - UnicenP. Curitiba, Paraná

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